Por Walter Magui
Enviado a toque de caixa na última sessão antes do recesso
parlamentar, o Projeto de Lei 166/2026, de autoria do prefeito Ricardo Piorino
(PL), foi aprovado ontem pelos vereadores. A proposta autoriza a Prefeitura de
Pindamonhangaba a adquirir um terreno do INSS com 8.754,84 m², localizado na
Rua Martins Cabral, pelo valor de R$ 4.230.800,00. O espaço será o endereço do
futuro Hospital Infantil Corujinha.
O montante para a compra já está garantido por meio de um
empréstimo de R$ 30 milhões junto ao banco Desenvolve SP, com pagamento das
parcelas previsto para iniciar apenas em 2028.
Os vereadores fizeram a sua parte e avalizaram a negociação.
No entanto, por conta das restrições do período eleitoral, todo o trâmite
burocrático ficará congelado até o fim de outubro, podendo ser retomado apenas
em novembro.
O "X" da
questão e o fantasma do leilão
Por se tratar de um imóvel pertencente ao Ministério da
Previdência Social (Governo Federal), a transação obrigatoriamente passará pelo
crivo da Advocacia-Geral da União (AGU). É aí que mora o perigo: como o
ministério busca arrecadação, Brasília pode muito bem rejeitar a venda direta e
sugerir a abertura de um leilão público.
Fazendo as contas, o terreno está saindo na casa de R$
483,00 o metro quadrado. Um valor extremamente atrativo que, com certeza,
encherá os olhos de empresários de Pindamonhangaba, da região e de grandes
investidores de fora.
O termômetro da
saúde infantil
Enfim, o primeiro passo foi dado. A conclusão real do
negócio só começará a desenhar seus primeiros capítulos a partir de novembro,
quando a prefeitura e o governo federal sentarem à mesa. O que se espera — e a
população exige — é que a vaidade política seja deixada de lado. Não importa se
é lado A ou B, situação ou oposição: o que a saúde das nossas crianças precisa
é de união conjunta e menos palanque.
Em tempo: É bom frisar que toda essa movimentação de
bastidores só veio à tona após a nossa denúncia exclusiva na edição 396 do
Jornal O Regional, publicada no dia 10 de julho de 2026. Quem lê, sabe antes.

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