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terça-feira, 5 de maio de 2026

Trezena de Nossa Senhora de Fátima começou dia 1º de maio com programação religiosa e social

 

A comunidade católica já se prepara para um dos momentos mais tradicionais de fé e devoção: a Trezena em louvor a Nossa Senhora de Fátima, que acontece entre os dias 1º e 13 de maio de 2026. Com o tema “Com Nossa Senhora de Fátima, fazei-nos instrumentos da vossa paz”, a programação também marca os 800 anos da morte de São Francisco de Assis.

Durante os 13 dias, os fiéis poderão participar diariamente das celebrações religiosas. De segunda a sexta-feira, as atividades começam às 19h, com súplicas à Nossa Senhora, seguidas da Santa Missa às 19h30. Aos sábados e domingos, a programação tem início às 17h30, com súplicas, e a missa às 18h.

O encerramento, no dia 13 de maio — data dedicada à padroeira — contará com uma programação especial. As atividades começam às 6h, com o Terço dos Homens, seguido pelo Terço das Mulheres às 7h. Às 15h será celebrada a Santa Missa, e, às 18h30, acontece a tradicional procissão, seguida de missa solene em louvor a Nossa Senhora de Fátima.

Além da programação religiosa, o evento também contará com a tradicional parte social, reunindo a comunidade em momentos de confraternização. Haverá quermesse e show de prêmios nos dias 1, 2, 3, 8, 9, 10, 11, 12 e 13 de maio, sendo o dia 9 reservado para o principal sorteio.

Outro destaque é o almoço da padroeira, que será realizado no dia 3 de maio, a partir das 11h30, seguido pelo show de prêmios às 14h.

A Trezena de Nossa Senhora de Fátima é uma oportunidade para fortalecer a fé, promover a união da comunidade e manter viva uma tradição que atravessa gerações. A expectativa é de grande participação dos fiéis ao longo de toda a programação.

 

Feijoada boa é feijoada solidária!

  

​A contagem regressiva começou para a 16ª Feijoada do Lar São Judas Tadeu! Um domingo dedicado à amizade, à boa música e à solidariedade em Pindamonhangaba.

O que te espera:

Música ao vivo para animar a tarde

Sorteios imperdíveis

Opção Vegana e Tradicional

Sobremesas deliciosas

​ Local: Quadra do Lar São Judas Tadeu

Data: 17 de maio, das 12h às 15h

Investimento: R$ 45,00 (Crianças até 7 anos não pagam)

​Toda a renda será revertida para os projetos do Lar. Vamos fazer a diferença juntos?



17ª Festa do Arroz (2026) – Programação Musical


​Confira a agenda completa de atrações para um dos eventos mais tradicionais de Tremembé!

​📅 14 de maio (Quinta-feira)

​18h00: Música ambiente

​19h30: Abertura Oficial – Cerimônia com hinos e hasteamento das bandeiras pelo Grupo de Escoteiros Trapistas de Tremembé.

​21h00: Confraria Musical

​📅 15 de maio (Sexta-feira)

​18h00: Música ambiente

​19h00: Banda Regimental de Música do CPI-1

​21h30: Cavern Club (Beatles Cover)

​📅 16 de maio (Sábado)

​12h00: Edival (Voz e Violão)

​14h00: Madd’s (Voz e Violão)

​16h30: Orquestra Jovem do CPI-1

​18h30: Orquestra de Violas e Violões Itaboaté

​21h00: Banda Middie

​📅 17 de maio (Domingo)

​12h00: Música ambiente

​12h30: Juan Carlos e Guadalupe (Música Latina)

​16h00: Alunos da Orquestra de Viola de Tremembé (Secretaria de Turismo e Cultura)

​19h00: Flávia Lima

​21h15: Luana Camarah

​📍 Realização: COFAT (Comissão Organizadora da Festa do Arroz)

🏛️ Apoio: Prefeitura Municipal de Tremembé

​#Tremembé #PrefeituraDeTremembé #FestaDoArroz2026 #Cultura #Turismo

Cardápio desta Terça feira

 

 Bom dia cardápio do dia


Misturas 


✅ Picadinho

✅ Bife de fígado acebolado 

✅ Filé de frango 

✅ Bisteca  de porco com ovo frito 

✅ Frango com polenta 

✅ Carne moída com batata 

✅ Fricassê de frango 


 Guarnições 

✅ Arroz 

✅ Arroz primavera 

✅ Feijão 

✅ Feijão preto 

✅ Polenta

✅ Macarrão 

✅ Farofa

✅ Batata frita 

✅ Bolinho de arroz

✅ Batata salsa

✅ Vagem com cenoura

✅ Pimentão 


 Saladas

✅ Alface

✅ Mista 

✅  Beterraba 

✅ Cenoura com maionese 

CONFIRA RESULTADOS DO FINAL DE SEMANA DA LIGA DE PINDA





 



CAMPOS DO JORDÃO VOLTA A COBRAR DEVOLUÇÃO DE "OPERÁRIOS" AO PALÁCIO BOA VISTA E REACENDE DISPUTA ANTIGA COM O GOVERNO DE SP

Manifesto lançado pela Academia de Letras recoloca em pauta a retirada da obra de Tarsila do Amaral e lembra que a primeira tentativa de transferi-la da Serra ocorreu ainda em 2003


A campanha pela volta do quadro Operários, de Tarsila do Amaral, ao Palácio Boa Vista, em Campos do Jordão, voltou ao centro do debate cultural paulista. No último dia 29 de abril, data em que o município comemorou mais um aniversário, a Academia de Letras de Campos do Jordão tornou público um manifesto pedindo ao Governo do Estado a devolução da obra, retirada do palácio em 2019. O documento reacende uma discussão que, embora tenha ganhado força nos últimos anos, começou bem antes e carrega um histórico de insatisfação da cidade com decisões tomadas pela capital.

Para moradores, visitantes habituais e setores ligados à cultura e ao turismo, a ausência de Operários ainda é sentida no principal equipamento artístico do município. A tela permaneceu no Boa Vista por quase cinco décadas e acabou se tornando a peça mais identificada com o espaço, figurando como destaque em visitas guiadas, publicações institucionais e material de divulgação. O Palácio Boa Vista, transformado em museu aberto ao público a partir dos anos 1970, reúne um dos mais importantes acervos do Estado, mas era justamente a obra de Tarsila que concentrava a maior atenção dos visitantes.

No manifesto, a Academia sustenta que a retirada significou mais do que a simples mudança de uma pintura de lugar. Na avaliação dos signatários, houve perda concreta de identidade cultural, já que a obra se incorporou à memória afetiva de Campos do Jordão ao longo de décadas.

Embora a transferência definitiva tenha ocorrido somente em 2019, durante a gestão de João Doria, esta não foi a primeira vez que o Governo de São Paulo tentou remover a tela da Serra.

Em 2003, quando a Secretaria de Estado da Cultura era comandada por Cláudia Costin, a obra entrou num plano de reorganização de acervos que previa concentrar peças de maior relevância artística em equipamentos culturais da capital. A justificativa era de natureza museológica: segundo o entendimento da pasta, Operários teria maior visibilidade pública se integrada a um circuito expositivo em São Paulo.

A proposta, no entanto, encontrou forte resistência em Campos do Jordão.
Naquele momento, lideranças culturais, representantes do turismo, autoridades locais e entidades civis se mobilizaram contra a retirada, argumentando que a obra já mantinha relação consolidada com o Palácio Boa Vista e que sua saída representaria prejuízo simbólico e turístico para a cidade. A pressão política fez com que a ideia fosse interrompida.
A discussão, porém, nunca desapareceu por completo.

Dezesseis anos depois da primeira tentativa, o remanejamento acabou sendo efetivado. Em 2019, o governo estadual determinou a retirada de Operários do Palácio Boa Vista e sua transferência para o Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

A mudança foi apresentada oficialmente como parte de uma nova organização do acervo artístico dos palácios governamentais. Em Campos do Jordão, entretanto, a decisão foi recebida com desconforto. A avaliação predominante era de que o Boa Vista perdia sua obra mais emblemática sem que houvesse qualquer compensação cultural equivalente.

Desde então, a ausência da tela passou a ser tema recorrente entre visitantes, agentes culturais e moradores ligados à preservação da memória jordanense. A sensação, repetida por muitos, é a de que o palácio permaneceu com seu acervo valioso, mas sem a peça que lhe conferia singularidade diante de outros museus estaduais.

Pintado em 1933, Operários é considerado um dos trabalhos mais importantes de Tarsila do Amaral e uma das imagens mais conhecidas do modernismo brasileiro. A tela retrata dezenas de rostos anônimos diante de chaminés industriais e tornou-se uma representação da formação da classe trabalhadora paulista e da industrialização do Estado.

Esse peso histórico ajudou a ampliar o vínculo da obra com Campos do Jordão. Para a cidade, abrigar no Palácio Boa Vista uma peça dessa dimensão significava manter no interior um dos principais símbolos da arte brasileira em exposição pública permanente.

É justamente esse argumento que reaparece no manifesto divulgado nesta semana: o de que a devolução não teria apenas valor museológico, mas representaria o restabelecimento de uma ligação histórica entre a obra, o palácio e a cidade.

O documento encaminhado ao Governo do Estado pede a revisão da decisão tomada em 2019 e defende o retorno de Operários ao local onde permaneceu por quase cinquenta anos. Até o momento, não houve manifestação oficial sobre a reivindicação.

Enquanto aguarda resposta, Campos do Jordão volta a trazer para a pauta uma discussão antiga e sempre sensível: até que ponto a política de descentralização cultural anunciada pelo Estado se sustenta quando obras de maior prestígio acabam concentradas novamente na capital.

A cobrança pela volta de Operários recoloca essa pergunta de forma direta — e mostra que, para a cidade, o assunto ainda está longe de ser encerrado.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

SAIBA O TRABALHO DA SECRETARIA DE ZELADORIA EM PINDA

 Ouro Verde e Jardim Imperial recebem etapa final de recapeamento asfáltico


A Prefeitura de Pindamonhangaba finalizou, nesta semana, as últimas ações de recapeamento asfáltico nos bairros Ouro Verde e Jardim Imperial, ampliando a segurança, o conforto e a mobilidade para moradores, motoristas e pedestres.

Nesta semana, as últimas ruas contempladas foram a Rua Janarte Montinho Ribeiro, com 200 metros de recape, e a Rua Fernando Alencar Pinto, com 210 metros. Ao todo, os serviços nos bairros Ouro Verde e Jardim Imperial contemplam mais de 20 ruas e aproximadamente 4.000 metros lineares de asfalto.

Para o secretário de Serviços Públicos, José Antônio Ferreira Filho (Jú), a obra atende uma demanda importante da comunidade. “Esse recapeamento era uma solicitação antiga dos moradores e traz uma melhoria muito grande para o bairro. Quero agradecer ao presidente do bairro, Moraes, pelo diálogo e por acompanhar essa demanda junto com a população”, destacou.





 Prefeitura limpa ponto de descarte irregular na Rua José Machado de Oliveira


A Prefeitura realizou a limpeza de um ponto de descarte irregular na Rua José Machado de Oliveira, retirando resíduos deixados de forma indevida em área pública.

Semanalmente, equipes precisam ser deslocadas para atender esse tipo de ocorrência, o que compromete tempo, mão de obra e equipamentos que poderiam ser utilizados em outras ações de zeladoria pela cidade. Além de gerar custos ao município, o descarte irregular prejudica a saúde pública, favorece o aparecimento de animais e deixa os bairros com aspecto de abandono.


 Subprefeitura de Moreira César realiza manutenção em área verde no Azeredo


A Subprefeitura de Moreira César realizou serviços de zeladoria em área verde no Azeredo, reforçando o cuidado com os espaços públicos do distrito.

As equipes executaram limpeza, roçada e manutenção do entorno, deixando o ambiente mais seguro, agradável e adequado para uso da população. A ação faz parte do cronograma de manutenção realizado pela Subprefeitura em praças, áreas verdes e pontos de convivência, garantindo mais qualidade de vida aos moradores.


 Manutenção em escolas garante ambientes mais seguros e organizados


A Prefeitura também manteve o cronograma de manutenção nas unidades da rede municipal de ensino, com serviços de pintura, corte de grama e reparos estruturais.

Nesta semana, foram atendidas a EM Maria Zara, no Ouro Verde, com pintura; a EM Moacyr, no Bela Vista, com conserto de concertina; a EM Isabel do Carmo, no Crispim, com corte de grama; o NAP Mário Covas, no Ipês, com corte de grama; a EM Ruth Dóris, no Araretama, com pintura de paredes; o CMEI Jonas Abib, no Arco-Íris, com manutenção no interfone; e a EM Raquel de Aguiar, no Vale das Acácias, com corte de grama.

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER EM SÃO PAULO: UM PROBLEMA QUE NÃO RECUA, APENAS SE AGRAVA



Ítalo do Couto Mantovani*

A violência contra a mulher no Estado de São Paulo entra em 2026 longe de qualquer sinal de recuo, os dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado deixam isso evidente. Mais do que estatísticas, o que emerge é um retrato incômodo: registros em alta, números que se mantêm elevados e uma escalada silenciosa dos casos mais extremos. Entre 2025 e os primeiros meses de 2026, o estado não enfrenta uma ruptura, mas algo possivelmente mais alarmante: a consolidação de um padrão em que a violência não diminui apenas se torna mais visível e, em alguns casos, mais letal.

Ao longo de 2025, os níveis de violência de gênero permaneceram extremamente altos. Os estupros superaram 14 mil casos no ano, com predominância de estupro de vulnerável (entre 80% e 85% das ocorrências). As lesões corporais dolosas contra mulheres ultrapassaram 170 mil registros, cerca de 470 agressões por dia, evidenciando a naturalização da violência, sobretudo em relações íntimas e familiares. Em alguns recortes, houve crescimento: nos primeiros meses do ano, os estupros aumentaram cerca de 30% em relação ao período anterior, indicando maior incidência e também maior registro.

No caso dos feminicídios, a comparação entre 2024 e 2025 evidencia uma mudança mais sutil, mas ainda assim relevante. Se em 2024 foram registrados 253 casos, em 2025 esse número sobe para cerca de 270 feminicídios, um aumento de aproximadamente 7%. Mais do que a variação percentual, o dado revela a incapacidade de redução da violência letal, que permanece em patamar elevado e resistente a quedas consistentes, equivalente a cerca de um feminicídio a cada 32 horas. Como se trata de um indicador com baixa subnotificação, o feminicídio funciona como um termômetro mais fiel da gravidade do fenômeno e, nesse sentido, o avanço registrado em 2025 reforça que, apesar de maior visibilidade e registro, a violência contra a mulher não apenas persiste, mas segue se intensificando em sua forma mais extrema.

É na passagem para 2026, entretanto, que o quadro ganha contornos mais inquietantes. No primeiro bimestre de 2025, haviam sido registrados cerca de 40 feminicídios; no mesmo período de 2026, o número sobe para 55 casos, um aumento de aproximadamente 31%. Em termos absolutos, são 13 mortes a mais em apenas dois meses; em termos de frequência, o estado passa de um feminicídio a cada 32 horas para quase um a cada 26 horas. Essa aceleração da violência letal, em um intervalo tão curto, não rompe uma estabilidade mas aprofunda um patamar já elevado, indicando não apenas continuidade, mas uma intensificação mais aguda da violência.

Nos demais indicadores, não há redução relevante. Os estupros seguem em níveis semelhantes aos de 2025, sugerindo novamente mais de 14 mil casos no ano. As lesões corporais mantêm o mesmo padrão: números altos, pequenas variações e ausência de queda consistente. O resultado é um padrão de estabilidade em alta, que naturaliza a violência em larga escala.

Esse comportamento dos dados reforça uma leitura já consolidada na literatura acadêmica: a violência contra a mulher é simultaneamente visível e invisível. O aumento de registros, como o crescimento de até 30% nos estupros em determinados períodos de 2025, pode indicar maior confiança nas instituições e ampliação dos canais de denúncia. No entanto, a persistência de números absolutos elevados e, sobretudo, o salto de 31% nos feminicídios no início de 2026, apontam que a maior visibilidade não tem sido acompanhada por redução efetiva da violência. Em outras palavras, o Estado está enxergando mais, mas não necessariamente conseguindo conter mais.

O caso paulista, nesse sentido, explicita um paradoxo central das políticas contemporâneas de segurança pública. Há avanços inegáveis na produção de dados, na transparência e na capacidade institucional de registrar ocorrências. Mas esses avanços operam, em grande medida, no plano da mensuração, enquanto a estrutura que sustenta a violência como: desigualdades de gênero, dependência econômica, dinâmicas familiares violentas permanecem relativamente intactas. O resultado é um cenário em que os números se sofisticam, mas o problema persiste. Entre 2025 e 2026, portanto, São Paulo não apenas confirma a magnitude da violência contra a mulher, como evidencia seus limites de enfrentamento. A coexistência de mais de 170 mil agressões anuais, mais de 14 mil estupros e o recente aumento dos feminicídios não apontam para uma crise episódica, mas para uma continuidade estruturada. E é justamente essa continuidade, marcada por pequenas variações percentuais e grandes volumes absolutos, que torna o fenômeno tão resistente.

Diante disso, respostas pontuais já não são suficientes. É necessária uma estratégia articulada que combine, de um lado, o fortalecimento imediato da rede de proteção com ampliação de delegacias especializadas, casas-abrigo, atendimento psicológico e jurídico e monitoramento de agressores  e, de outro, ações estruturais de prevenção, como educação para igualdade de gênero, autonomia econômica feminina e transformação cultural. Sem essa abordagem dupla, o Estado tende a seguir aprimorando o registro e a reação, mas sem reduzir de forma consistente a incidência e, sobretudo, a letalidade da violência.

 

Diretor de Projetos da Coordenadoria de Governança da Atividade Delegada – Gabinete do Vice-Prefeito da Cidade de São Paulo

Formado em Gestão de Políticas Públicas pela USP

Mestre em Gestão e Desenvolvimento Regional

Graduando em História pela USP

Professor de Cursinho pré-vestibular em São Paulo

Contato: italocmantovani@gmail.com

 

 

 

                                                  

 

 

 

 

Matrículas na educação básica: novas políticas educacionais para um novo tempo histórico

             O ano de 2025 apresentou o número de matrículas ativas na educação básica mais baixo, em duas décadas. Queda de 205.712 matrículas (- 2,17%). Redes de ensino atribuem esses números ao declínio demográfico da população jovem e aumento da taxa de aprovação da educação regular, sinalizando, a princípio, maior eficiência no processo de ensino e aprendizagem. Especialistas questionam a “queda livre” das matrículas escolares, entendendo ser necessário análise mais profunda sobre o tema, incluindo debate sobre o índice de evasão escolar, sobretudo do Ensino Médio, desaceleração do crescimento da oferta de vagas na educação infantil, ausência de política educacional de permanência e qualidade do ensino voltado para a Educação de Jovens e Adultos (EJA); além do tradicional questionamento à legitimidade da progressão continuada que, ao evitar a reprovação para oportunizar recomposição da aprendizagem no ano seguinte, na prática, constata-se realidade de não apropriação do direito de aprendizagem correspondente à idade-ano/série, nem mesmo no conjunto de tempo de toda a educação básica.

            Na etapa do Ensino Médio, evidencia-se diminuição do número de matrículas da 2ª para a 3ª série, corroborando com a realidade de inserção no mundo do trabalho, seja por qual motivo for (necessidade, aquecimento econômico do país, modelo curricular voltado para a profissionalização, etc.); na etapa da educação infantil, embora tenha havido cobertura gradual nos últimos anos, percebe-se um “apagão de vagas”, tanto pela desaceleração do crescimento da oferta de vagas, quanto pelas condições desafiadoras de ordem logística e socioeconômica das famílias, sobretudo as mais vulneráveis, prejudicadas pela baixa cobertura da oferta de vagas. Cenário que acende alerta em relação às metas do Plano Nacional de Educação, que apresenta aumento de matrículas de crianças de 0 a 3 anos de 50% no PNE - 2014 – 2024, para 60% no PNE - 2026 – 2036. Segundo estimativa do IBGE e Censo escolar, serão necessárias 100.000 novas matrículas por ano, para atingir os objetivos do novo PNE, no decênio do PNE (2026 – 2036). Com relação à EJA, houve expansão da cobertura de vagas, acompanhado de redução de turmas, revelando lacuna na legislação educacional voltada para a EJA, por não assegurar política de permanência e ensino de qualidade.

            Caso que também requer análise apropriada, já iniciada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), são os dados de matrículas da Secretaria de Estado de Educação de São Paulo, referente ao ano de 2025. Segundo o INEP, a queda de matrículas na rede estadual de São Paulo tem relação com a oferta do itinerário formativo técnico profissionalizante na modalidade à distância, que até o ano de 2024, era contabilizada a matrícula de um único aluno duas vezes, um para o caso regular e outra para o profissionalizante. Em 2025, a rede estadual de São Paulo informou não ter mais essas matrículas nesse formato, tendo unificado as matrículas de um mesmo aluno, representando mudança metodológica, não significando redução de alunos. Independente se a divergência de dados corresponde a erro do INEP que não mapeou corretamente os processos metodológicos das redes de ensino, ou das redes de ensino, no caso de São Paulo, que passou para o INEP dados divergentes de um ano para o outro, recursos públicos foram recebidos e executados, e precisa-se prestar contas à sociedade.

            Segundo projeções do IBGE para as próximas décadas do século XXI, a população brasileira não vai apenas continuar a sua desaceleração demográfica, mas vai diminuir seu número total, devido à baixa taxa de fecundidade, levando a pensar na iminência de um período de menor produção de bens e serviços. Por obviedade, população com retração econômica resulta em diminuição de gastos públicos, em cumprimento da legislação. A educação com menos matrículas corre risco no futuro próximo, a depender da visão e entendimento sobre educação por parte do governo vigente, de não se beneficiar com a atual regra e porcentagem de repasse do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação. Encontramo-nos em um momento raro na história do Brasil, com acontecimentos que podem beneficiar a educação: 1) queda de matrículas por diminuição demográfica da população jovem, 2) aumento de aprovações escolares, e 3) aumento da renda per capita do país, tornando possível, pela primeira vez no país, fazer “mais com mais”: mais eficiência com mais investimento, proporcionando desenvolvimento integral de crianças e jovens. Qualidade das experiências educativas com maior investimento na educação, por meio de políticas educacionais exequíveis é possível e é para hoje!

              Por Rodrigo Tarcha Amaral de Souza, diretor de escola, licenciado em Pedagogia, MBA em Liderança e Coaching na Gestão de Pessoas, Mestre e Doutor em Educação. E-mail: rodsouza@educa.pindamonhangaba.sp.gov.br

Após articulação de Campos e Rui Falcão, Governo Lula contempla Pinda com mais uma ambulância




Veículo destinado à remoção de pacientes foi viabilizado por indicação do deputado Rui Falcão e do ex- chefe de gabinete Francisco Campos.

 Somado às três novas ambulâncias do SAMU, entregues no ano de 2024, que estão aruando na Rede de Urgência e Emergência, o sistema de saúde de Pindamonhangaba ganhará um reforço estratégico nos próximos meses. Através de uma articulação direta junto ao Ministério da Saúde, o governo federal confirmou o envio de uma ambulância Tipo A para o município. O benefício é fruto de uma indicação do mandato do deputado federal Rui Falcão, com atuação direta de seu chefe de gabinete, Francisco Campos, o "Campos".

A conquista soma-se a outros recursos que o mandato tem destinado à cidade, abrangendo áreas como assistência social, saúde e apoio aos servidores públicos municipais.

 

Agilidade nas remoções e transporte de pacientes

 

A previsão é que o veículo chegue à cidade até  julho deste ano. O foco principal da nova unidade será otimizar o fluxo de transferência de pacientes entre as unidades de pronto atendimento e hospitais de referência.

Atualmente, um dos gargalos da saúde local é o tempo de espera para remoções simples — como o deslocamento de pacientes da  UPA de Moreira César para a Santa Casa ou para o Hospital Regional de Taubaté.

> "Sabemos das dificuldades que a cidade enfrenta nas remoções. Devido à distância entre as unidades, o processo muitas vezes demora para pacientes que já receberam alta ou que aguardam internação. Essa ambulância chega para dar agilidade a esse serviço", destacou Campos.

 

Especificações do Veículo

 

Diferente das unidades de suporte avançado (UTIs móveis), a ambulância Tipo A é configurada especificamente para o transporte de pacientes que não apresentam risco de vida imediato, mas que necessitam de cuidados básicos e mobilidade adequada.

A unidade deve contar com:

 Equipe: Motorista socorrista (não exige equipe médica fixa a bordo).

 *Equipamentos: Maca retrátil, cadeira de rodas, suporte para soro e cilindro de oxigênio.

 Segurança:  Prancha de imobilização, kit de primeiros socorros e sinalização sonora/luminosa de emergência.

Com a chegada do novo equipamento, a expectativa é reduzir o tempo de espera nas UPAs, garantindo que o leito seja liberado mais rapidamente e o paciente chegue ao seu destino com o conforto e a segurança necessários.