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segunda-feira, 8 de junho de 2026

Cardápio desta seguda feira " abençoado "

 ,Bom dia :


Cardápio do dia


✅ Picadinho

✅ filé de frango empanado

✅ Carne seca com quibebe

✅ Frango ensopado com polenta 

✅ Bife de pernil  com ovo frito 

✅ Carne moida com batata 

✅ Sardinha frita


 Guarnições

✅ Arroz

✅ Arroz primavera

✅feijão 

✅ Feijão preto

✅ macarrão

✅ Farofa

✅ Bolinho de arroz

✅ Batata frita

✅ Quibebe

✅ Batata salasa

✅ Brócolis com cenoura


 Salada

✅ Alface

✅ Beterraba 

✅ Mista

✅ Pepino 

✅ Couve

Comunidade Santo Antônio realiza tradicional festa religiosa e almoço beneficente em Pindamonhangaba


A Comunidade Santo Antônio, localizada no bairro Bosque, em Pindamonhangaba, promoverá entre os dias 10 e 14 de junho, a tradicional Festa de Santo Antônio, reunindo programação religiosa, procissão, confraternização comunitária e almoço beneficente.


As celebrações acontecerão na sede da comunidade, na Rua Padre Faustino Belloti, 97, sempre com missas às 19h30, contando com a participação de padres convidados e comunidades da região.

A programação tem início no dia 10 de junho, quarta-feira, com missa presidida pelo Frei Bruno Luiz de Melo Pereira. No dia 11, a celebração será conduzida pelo padre Sebastião Raimundo Bizarria. Já no dia 12, a missa ficará sob responsabilidade do padre Marcelo Silvio Emídio.


O encerramento religioso acontece no sábado, dia 13 de junho, Dia de Santo Antônio, com procissão pelas ruas do bairro às 16h e, logo depois, às 16h30, missa presidida pelo padre Kleber Rodrigues da Silva.


Durante todos os dias da festa haverá bênção dos pães nas missas e também parte social no Centro Comunitário após as celebrações.


Como parte da programação, no domingo, dia 14 de junho, será realizado um almoço beneficente, das 11h às 15h. O cardápio da marmitex contará com arroz caipira, pernil, costelinha suína, linguiça toscana, coxinha de frango, cenoura, couve, milho verde, tomate, cheiro-verde e arroz. O valor será de R$ 25.


A organização convida toda a população para participar da festividade e celebrar em família um dos santos mais populares da tradição católica.

Arraiá Cavalgar promete reunir famílias em dois dias de festa junina na Água Preta

O clima das festas juninas já começa a tomar conta de Pindamonhangaba com a realização do Arraiá Cavalgar, evento que promete reunir moradores da cidade e da região em dois dias de muita música, diversão e tradição. A festa acontecerá nos dias 12 e 13 de junho, na Rodovia Dr. Abel Fabrício Dias, nº 2195, no bairro Água Preta.

Com entrada franca, o evento foi preparado para receber toda a família, oferecendo atrações típicas que fazem parte das tradicionais comemorações de São João. Entre os destaques estão a fogueira, comidas típicas, quadrilha, ambiente temático e apresentações musicais ao vivo.

A programação terá início no dia 12 de junho, a partir das 19 horas, com apresentação da dupla Souza Neto e Mirandinha, trazendo um repertório voltado à música sertaneja e regional.

Já no dia 13 de junho, também às 19 horas, o público poderá acompanhar o show do Trio Matogrosso, que promete animar os visitantes com sucessos que valorizam a cultura popular e o clima festivo característico desta época do ano.

Além das atrações musicais, os organizadores destacam que o Arraiá Cavalgar contará com uma ampla variedade de comidas típicas, decoração temática e atividades voltadas para crianças e adultos, reforçando o espírito de confraternização e valorização das tradições juninas.

Segundo a divulgação do evento, a proposta é oferecer um ambiente acolhedor, familiar e seguro para que moradores de Pindamonhangaba e cidades vizinhas possam celebrar uma das épocas mais tradicionais do calendário brasileiro.

 

 

Prefeitura de Cunha lança projeto "Sorrisos na Serra" em parceria com a UniFUNVIC






 

Iniciativa leva atendimento preventivo, exames e atividades educativas de saúde bucal para alunos da rede municipal no Distrito de Campos Novos.

 A Prefeitura Municipal de Cunha, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e da Coordenadoria de Saúde Bucal, iniciou no último dia 29 as atividades do projeto "Sorrisos na Serra". A ação visa a promoção da saúde e a prevenção de doenças bucais entre as crianças da rede municipal de ensino.

 O projeto é fruto de uma parceria entre o município e a Faculdade de Odontologia de Pindamonhangaba (UniFUNVIC). O objetivo principal é ampliar o cuidado em saúde bucal, fortalecer as ações preventivas e aproximar os serviços de saúde da comunidade escolar.

 Nesta primeira etapa, realizada no Distrito de Campos Novos, a Escola Manoel Lopes D’Assunção e a Creche Municipal receberam uma equipe de 19 estudantes de Odontologia da UniFUNVIC, acompanhados pelo professor responsável. Durante a visita, foram realizadas atividades educativas, apresentações de teatro, escovação supervisionada e exames clínicos. Os alunos que apresentaram necessidade de tratamento foram devidamente encaminhados para acompanhamento odontológico.

 De acordo com a Coordenadoria de Saúde Bucal, o "Sorrisos na Serra" seguirá ao longo de todo o ano, beneficiando os estudantes da rede municipal em Campos Novos. A meta é estimular hábitos saudáveis desde a infância e contribuir diretamente para a melhoria dos indicadores de saúde pública do município.

 Com essa iniciativa, a Administração Municipal reforça seu compromisso com uma saúde pública mais preventiva, humanizada e integrada à educação, garantindo cuidado e orientação de base para as crianças de Cunha.

-FASC e APAE fortalecem parceria durante visita à unidade de Cunha



A FASC, representada pelo vice-presidente Eduardo Aguiar, e a advogada das APAEs, Maria Paula, realizou uma visita à APAE de Cunha em um importante momento de troca de experiências, fortalecimento de vínculos institucionais e compartilhamento de boas práticas.

 O encontro teve como objetivo conhecer as ações desenvolvidas pela entidade, promover a integração entre as instituições e discutir iniciativas voltadas à inclusão e à melhoria do atendimento às pessoas com deficiência.


A visita reforça o compromisso das entidades com a promoção da inclusão social, a defesa dos direitos das pessoas com deficiência e o fortalecimento do trabalho realizado pelas APAEs em toda a região.

 

GIRO DA POLÍTICA

 - VIVA PINDA SORRINDO À TOA

Há mais de 40 dias, a empresa Viva Pinda recebeu, por meio de programa do Governo Federal, coordenado pelo Ministério das Cidades, 14 novos ônibus equipados com tecnologias mais modernas, incluindo menor emissão de poluentes, elevadores de acessibilidade, ar-condicionado e internet Wi-Fi.
Apesar disso, os veículos ainda não entraram em operação e permanecem na garagem, para insatisfação dos usuários do transporte coletivo.
Enquanto isso, a Câmara de Pindamonhangaba aprovou o Projeto de Lei nº 131/2026, que amplia a flexibilidade do Executivo para realizar ajustes relacionados ao subsídio do transporte público. A preocupação dos usuários é que isso possa resultar em aumento de custos para os cofres públicos e, futuramente, no reajuste da tarifa, que já está entre as mais elevadas da região.
Diante desse cenário, quem parece estar sorrindo à toa é a concessionária do transporte coletivo.


- DE OLHO NO CARGO

Depois das últimas ações consideradas por muitos como infelizes, dos acordos com fornecedores e prestadores de serviços que não teriam sido cumpridos e das declarações feitas durante audiência pública, quando teria admitido ter mais experiência na advocacia do que na gestão pública, a secretária de Saúde, Andreia Martins, demonstrou, na visão de críticos, falta de preparo para o cargo. Nos bastidores do Palácio de Vidro, comentam-se possíveis mudanças na pasta.
Por outro lado, o secretário-adjunto Filemon de Lima Silvano possui experiência na gestão da saúde pública e já ocupou o cargo de secretário municipal de Saúde em Piracicaba. Fique atenta, secretária.



- SUGESTÃO À ADMINISTRAÇÃO DE PINDA

Estamos sugerindo à Administração Municipal de Pindamonhangaba que estude a possibilidade de entrar em contato com a operadora Vivo, proprietária do prédio localizado na região central da cidade. Caso existam débitos de IPTU ou haja interesse na utilização do imóvel, o local poderia ser uma alternativa adequada para abrigar a Secretaria Municipal de Saúde.
A localização é estratégica, próxima à Santa Casa, clínicas médicas, Pronto-Socorro e Farmácia Central, facilitando o acesso da população e permitindo que a secretaria deixe o imóvel alugado no Alto do Cardoso, cujo custo certamente não deve ser baixo.
Outra sugestão refere-se ao prédio construído em Moreira César para funcionar como rodoviária. Após permanecer por anos como um verdadeiro "elefante branco", o espaço passou a abrigar um centro logístico. No entanto, poderia ser avaliada sua utilização para a instalação de uma creche em período integral, atendendo uma importante demanda daquela região.

- COMO FICOU O TRANSPORTE DA SAÚDE?

Após o episódio em que pacientes ficaram mais de 12 horas fora de casa durante viagem para Caraguatatuba, em razão da apreensão de uma van utilizada no transporte da saúde, o assunto parece ter caído no esquecimento.
No entanto, segundo informações apuradas, a atual gestão da Secretaria de Saúde ainda não teria regularizado pagamentos referentes a débitos antigos com prestadores de serviços e também haveria notas fiscais deste ano em atraso.
É dessa forma que o transporte emergencial da saúde do município está sendo tratado? A população espera uma gestão eficiente da saúde pública e respostas para problemas que afetam diretamente os pacientes.


- CLIMA ESQUENTA NA CÂMARA DE PINDA


 O clima cada dia que passa entre a base aliada do prefeito e a vereadora Ana Paula esquenta .  Na sessão do dia 02 , derrubaram a emenda na qual ela pedia mais transparência do projeto 131/26 que dá autonomia ao prefeito para negociar com a Viva Pinda  o aumento da passagem e do subsidio . Agora , a vereadora Ana Paula indicou para o cargo de assessor , tendo em vista que ela tem duas vagas em aberto Gustavo Totaro que teve seu nome barrado pela mesa diretora . Apuramos saber que a mesa diretora da Câmara so pode barrar alguma indicação de vereador para o cargo em seu gabinete em Caso que o postulante seja condenado por improbilidade administrativa ou criminal que não e o caso de Totaro.

Agora outro embate jurídico vai envolver a vereadora Ana Paula e a mesa diretora. Uma coisa e certa : Se correr bicho pega e se ficar bicho come mas que uma coisa e certa os vereadores da base aliada com Totáro e sem Totáro na assessoria está na mira do blogueiro . 

sexta-feira, 5 de junho de 2026

CARDAPIO DESTA SEXTA FEIRA - ABENÇOADA


 Bom dia

Cardápio do dia

Misturas 

✅ Picadinho

✅ filé de frango empanado

✅ Bife de fígado acebolado 

✅ Lasanha a bolonhesa 

✅Frango ensopado com polenta

✅ Carne moida com batata 

✅ Sardinha frita 


 Guarnições

✅ Arroz

✅ Arroz primavera

✅feijão 

✅ Feijão preto

✅ Tutu de feijão 

✅ macarrão

✅ Farofa

✅ Bolinho de arroz

✅ Batata frita

✅ Pimentão 

✅Cenoura

✅ Jiló 


 Salada

✅ Alface

✅ Beterraba 

✅ Mista

✅ Repolho

PINDAMONHANGABA E A NOVA GEOGRAFIA DOS HOMICÍDIOS

 


 

Ítalo do Couto Mantovani*

Por décadas, a violência urbana foi associada principalmente às grandes metrópoles brasileiras, marcadas por elevada densidade populacional e profundas desigualdades sociais. Os dados do Atlas da Violência 2026, entretanto, revelam uma mudança significativa: a violência letal deixou de ser um fenômeno concentrado apenas nos grandes centros e passou a atingir com intensidade crescente cidades de médio porte, colocando novos territórios no centro do debate sobre segurança pública.

Pindamonhangaba surge como um dos exemplos mais emblemáticos dessa mudança. Com aproximadamente 172 mil habitantes (estimativa IBGE), o município da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (RMVPLN) registrou a maior taxa de homicídios estimados entre as cidades paulistas com mais de 100 mil habitantes: 27,9 mortes por 100 mil habitantes. O número coloca a cidade à frente de municípios tradicionalmente associados a maiores índices de violência, como Embu das Artes (26,6) e Itapecerica da Serra (26,2). Os dados ganham ainda maior relevância quando analisados em profundidade. Em 2024, foram registrados oficialmente 29 homicídios em Pindamonhangaba. Entretanto, a metodologia do Atlas incorpora uma variável que amplia significativamente a compreensão do problema: os chamados homicídios ocultos (Homicídios ocultos são mortes inicialmente classificadas como causas indeterminadas, mas que apresentam alta probabilidade de corresponder a homicídios não identificados oficialmente). Foram identificados mais 19 casos classificados inicialmente como mortes violentas por causa indeterminada, elevando o total estimado para 48 homicídios, isto é, quase 40% das mortes violentas estimadas no município revelam limitações na identificação da violência letal, impactando diretamente políticas públicas, investimentos e a compreensão da criminalidade.

Entretanto, o cenário de Pindamonhangaba não deve ser interpretado como uma realidade isolada. A Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (RMVPLN) apresenta um quadro estatístico que merece atenção. Nove das quinze cidades paulistas com maiores taxas de homicídios entre os cem maiores municípios do estado pertencem à região. Guaratinguetá aparece com taxa estimada de 23,8 homicídios por 100 mil habitantes; Caraguatatuba registra 19,8; enquanto levantamentos regionais indicam Lorena com 33 vítimas por 100 mil habitantes, Cruzeiro com 25,35 e Ubatuba com 24,74.

Esses números sugerem que determinados fatores regionais podem estar influenciando a dinâmica da violência local. Curiosamente, a própria região oferece um contraponto relevante, São José dos Campos, maior município da RMVPLN, com população superior a 725 mil habitantes (estimativa IBGE), registrou taxa de apenas 5,9 homicídios por 100 mil habitantes. O município aparece entre as cidades brasileiras de grande porte com menores índices de violência letal, ocupando a 15ª posição nacional entre os municípios mais seguros, ou seja, o contraste é expressivo. Enquanto Pindamonhangaba registra índice próximo de 28 homicídios por 100 mil habitantes, São José dos Campos apresenta taxa quase cinco vezes menor. A comparação rompe uma interpretação simplificada segundo a qual cidades maiores seriam necessariamente mais violentas.

Os próprios dados nacionais reforçam essa conclusão. Em 2024, municípios médios (aqueles com população entre 100 mil e 500 mil habitantes) apresentaram média de 24,1 homicídios por 100 mil habitantes, superando os municípios grandes, cuja taxa média foi de 23,2, e os pequenos, com 19,7. Para o próprio Atlas a evidência sugere que municípios intermediários enfrentam desafios específicos. Essas cidades frequentemente experimentam expansão econômica e crescimento demográfico em ritmo mais acelerado que a capacidade de ampliação da infraestrutura urbana e das políticas públicas. A pressão sobre serviços sociais, segurança, mobilidade e planejamento urbano tende a aumentar significativamente.

Ao mesmo tempo, o cenário nacional apresenta sinais aparentemente positivos. O Brasil registrou em 2024 a menor taxa oficial de homicídios desde 2014: 20,1 mortes por 100 mil habitantes, totalizando 42.590 homicídios. Trata-se de redução de 7,4% em comparação ao ano anterior e de uma queda acumulada de 32,8% em relação ao início da série histórica. Porém, essa melhora nacional exige cautela, entre 2023 e 2024, os homicídios ocultos no país cresceram 88,6%, passando de 3.755 para 7.083 casos. Atualmente, essas ocorrências representam 14,3% dos homicídios estimados nacionais, percentual quase duas vezes superior ao observado no ano anterior. Isso significa que, embora os indicadores oficiais apontem redução da violência, parte desse avanço pode estar sendo influenciada por dificuldades de classificação das mortes violentas.

Diante desse cenário, Pindamonhangaba deixa de representar apenas uma posição em um ranking estadual e passa a simbolizar desafios enfrentados por cidades médias brasileiras. Os dados demonstram que a violência não pode mais ser entendida como um problema restrito às grandes metrópoles, nem enfrentada exclusivamente por medidas repressivas. O Atlas evidencia um fenômeno mais complexo, no qual fatores sociais, econômicos, institucionais e urbanos se sobrepõem e influenciam diretamente a dinâmica da violência. Mais do que explicar por que Pindamonhangaba ocupa hoje posição de destaque nos indicadores de homicídios, o desafio é compreender o que esses números revelam sobre as mudanças nas dinâmicas da violência no interior paulista e no Brasil contemporâneo. O alerta ultrapassa os limites do município: ignorar esses sinais significa permitir que problemas estruturais continuem avançando antes mesmo de serem plenamente compreendidos.

 

* Diretor de Projetos da Coordenadoria de Governança da Atividade Delegada – Gabinete do Vice-Prefeito da Cidade de São Paulo

Formado em Gestão de Políticas Públicas pela USP

Mestre em Gestão e Desenvolvimento Regional

Graduando em História pela USP

Professor de Cursinho pré-vestibular em São Paulo

Contato: italocmantovani@gmail.com

 

Zona de Desenvolvimento Proximal em Vygotsky: o valor da interação social na aprendizagem

             O conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) foi desenvolvido pelo psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896–1934) e é amplamente reconhecido no campo da educação. A ZDP consiste no espaço entre aquilo que o estudante já consegue realizar de forma autônoma e aquilo que ainda não consegue compreender sozinho, mas pode desenvolver com a mediação do educador. Nesse processo, a mediação pedagógica favorece o avanço da aprendizagem, promovendo gradativamente maior autonomia ao estudante, que passa a assumir papel protagonista em seu próprio aprendizado.

            A partir do conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), entende-se que a aprendizagem não se inicia na escola, mas tem continuidade a partir das experiências prévias da criança e do adolescente em diferentes contextos sociais. Tais experiências constituem, ao mesmo tempo, requisitos e alavancas para a posterior construção do conhecimento científico no ambiente escolar. Urge, contudo, fomentar o debate acerca da dicotomia existente entre uma educação monocultural — entendida como a predominância de saberes hegemônicos que inviabilizam a diversidade cultural — e uma sociedade pluricultural, marcada pela multiplicidade de formas de expressão, valores e hábitos que coexistem em um mesmo território. Nesse contexto, o desafio não se limita a posicionar-se contra práticas que acentuam o individualismo, mas consiste, sobretudo, em disseminar o valor e a importância da interação social para a aprendizagem.

            O conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) também carrega críticas relacionadas à dificuldade de identificar, com precisão, a ZDP em grupos heterogêneos presentes em sala de aula. Tal desafio pode comprometer o planejamento e as intervenções pedagógicas realizadas durante o processo de mediação, uma vez que o ponto de partida da aprendizagem — correspondente ao nível real de desenvolvimento, isto é, aquilo que o estudante já sabe — e o ponto de chegada — referente ao nível potencial, ou seja, aquilo que pode vir a aprender — podem ser interpretados de maneira equivocada. Caberá ao professor mediador, em conjunto com a equipe escolar, aprofundar os processos diagnósticos, a fim de elaborar estratégias e ferramentas de ensino personalizado, ensino cooperativo e uso de tecnologias educacionais, oportunizando ao estudante condições mais adequadas para o desenvolvimento de sua aprendizagem e amadurecimento intelectual.

            Por meio da interação e da mediação da aprendizagem em sala de aula, ocorre a maximização do potencial de aprendizagem do estudante, promovendo desenvolvimento cognitivo mais acelerado, autonomia, engajamento e motivação para continuar aprendendo, evidenciando que o conhecimento é construído socioculturalmente. Manter os esforços pedagógicos concentrados na Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) — compreendida como o espaço entre aquilo que o estudante já sabe e aquilo que está prestes a aprender — favorece a construção de sentidos e a formação de valores. A compreensão da relevância da ZDP por toda a coletividade escolar oportuniza condições para a reestruturação da arquitetura educacional, que pode deixar de se orientar por uma lógica gerencialista e performática de ensino-aprendizagem e avaliação, passando a adotar uma perspectiva formativa, sensível à dimensão sociocultural da aprendizagem. Uma Zona de Desenvolvimento Proximal significativa e mediada não apenas é possível, como também necessária para o presente.

              Por Rodrigo Tarcha Amaral de Souza, diretor de escola, licenciado em Pedagogia, MBA em Liderança e Coaching na Gestão de Pessoas, Mestre e Doutor em Educação. E-mail: rodsouza@educa.pindamonhangaba.sp.gov.br


Vereador Renato Cebola pede informações a prefeitura sobre infraestrutura do bairro do Goiabal


 

 O vereador Renato Cebola protocolou o Requerimento nº 1158/2026 solicitando à Prefeitura de Pindamonhangaba informações e providências urgentes para solucionar problemas de infraestrutura enfrentados pelos moradores do bairro Goiabal. Entre as principais demandas estão melhorias nas vias públicas, abastecimento de água, fornecimento de energia elétrica e a recuperação da entrada do bairro, que atualmente apresenta condições precárias de acesso.

Segundo o parlamentar, moradores têm relatado dificuldades constantes devido à situação das estradas, especialmente na entrada do bairro, onde há grande quantidade de buracos, lama e problemas de trafegabilidade. Embora alguns trechos tenham recebido manutenção com passagem de máquina, os serviços realizados não têm apresentado durabilidade suficiente, principalmente após períodos de chuva.

De acordo com os relatos da comunidade, as melhorias acabam sendo rapidamente comprometidas pelas condições climáticas, fazendo com que as vias retornem ao estado precário em pouco tempo. Essa situação tem gerado transtornos para motoristas, moradores e produtores rurais que dependem diariamente do acesso ao bairro.

Além dos problemas viários, o requerimento também destaca as frequentes reclamações relacionadas à falta de água e às constantes interrupções no fornecimento de energia elétrica, fatores que afetam diretamente a qualidade de vida da população local.

No documento, Renato Cebola solicita que o Executivo informe se existe planejamento para a realização de recapeamento ou obras definitivas nas vias do Goiabal, especialmente na entrada do bairro. Também questiona sobre a previsão de melhorias na drenagem, medidas para solucionar os problemas de abastecimento de água, ações junto à concessionária responsável pela energia elétrica e a existência de um cronograma permanente de manutenção para a região.

“O Goiabal é um bairro importante e seus moradores merecem infraestrutura adequada e serviços públicos de qualidade. Nosso objetivo é buscar soluções duradouras para os problemas que a comunidade enfrenta há bastante tempo”, destacou o vereador.

Agora, o requerimento aguarda resposta do Executivo Municipal, que deverá prestar esclarecimentos sobre as medidas previstas e os prazos para atendimento das reivindicações apresentadas.

Vereador Renato Cebola — compromisso com o futuro.