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quarta-feira, 1 de julho de 2026

CARDÁPIO DESTA QUARTA FEIRA

 

Bom dia

Cardápio do dia

Misturas 

✅ Picadinho

✅ filé de frango empanado

✅ Bife de pernil

✅ Frango com polenta  

✅ Linguiça com ovo frito 

✅Carne moída com batata 

✅ Sardinha frita 


Guarnições

✅ Arroz

✅ Arroz primavera

✅feijão 

✅ Feijão preto

✅ macarrão

✅ Farofa

✅ Bolinho de arroz

✅ Mandioca

frita

✅ Jiló 

✅ Repolho 

✅ Vagem


 Salada

✅ Alface

✅ Mista

✅  Beterraba

✅ Repolho 

✅ Chuchu

✅ Cebola rocha

Vereador Professor Felipe Guimarães cobra solução definitiva para falta de água e solicita nova Estação Saúde (Academia de Madeira) no Araretama.

Reforçando seu compromisso com as demandas da população de Pindamonhangaba, o Vereador Professor Felipe Guimarães apresentou nesta semana importantes reivindicações voltadas à melhoria da qualidade de vida dos moradores, com destaque para a cobrança de providências urgentes da SABESP diante das constantes interrupções no abastecimento de água e para a solicitação de novos equipamentos de lazer e saúde no bairro Araretama.

Cobrança à SABESP por medidas efetivas contra a falta de água Por meio do Requerimento nº 1568/2026, o Vereador Professor Felipe Guimarães voltou a cobrar da SABESP ações concretas para solucionar os recorrentes problemas de abastecimento de água no município, que, segundo informações da própria companhia, são provocados principalmente pelos frequentes furtos de cabos elétricos nas estações de bombeamento.

Apesar de a empresa já ter informado anteriormente que realiza rondas, mantém equipes de plantão, registra ocorrências policiais e está implantando tecnologias de monitoramento, a realidade enfrentada pela população continua sendo de constantes interrupções no fornecimento.

A preocupação do parlamentar é com os transtornos enfrentados por milhares de famílias, que frequentemente permanecem mais de 24 horas sem água, comprometendo atividades essenciais como alimentação, higiene, limpeza das residências, funcionamento do comércio e a rotina de trabalho dos moradores.

No requerimento, o Vereador Professor Felipe Guimarães solicita que a SABESP apresente informações detalhadas sobre as medidas imediatas que serão adotadas para reduzir o tempo de restabelecimento do abastecimento, o cronograma de instalação dos novos sistemas de segurança, as estações que já receberam reforço patrimonial, além da previsão de soluções que diminuam a vulnerabilidade das unidades aos furtos.

Também foram solicitados dados sobre os bairros afetados nos últimos seis meses, a duração de cada interrupção e as providências emergenciais que serão adotadas para evitar que a população volte a enfrentar longos períodos sem abastecimento.

Segundo o Vereador Professor Felipe Guimarães, por se tratar de um serviço público essencial, é indispensável que a companhia apresente um plano de ação eficiente, com medidas concretas e prazos definidos para garantir a continuidade do fornecimento de água aos moradores. 

Mais qualidade de vida para o Araretama

Além da cobrança relacionada ao abastecimento de água, o vereador também apresentou a Indicação nº 3039/2026, solicitando à Prefeitura, à Subprefeitura do Araretama e aos departamentos competentes a realização de estudos para implantação de uma Estação Saúde (Academia de Madeira) ao lado do campinho localizado na Rua José Alves Pereira Sobrinho, no bairro Araretama.

A proposta busca ampliar as opções de lazer, convivência e prática de atividades físicas para crianças, jovens, adultos e idosos, incentivando hábitos saudáveis e proporcionando um espaço público mais completo para os moradores da região.

O Vereador Professor Felipe Guimarães destaca que investir em equipamentos de saúde preventiva e lazer representa mais qualidade de vida para a comunidade, além de fortalecer a utilização dos espaços públicos e promover o bem-estar da população.

Com essas iniciativas, o parlamentar reafirma seu compromisso de acompanhar de perto as principais demandas da cidade, cobrando soluções dos órgãos responsáveis e buscando melhorias que atendam diretamente às necessidades dos moradores de
Pindamonhangaba.

Piquetão Rodeio Festival promete quatro dias de tradição, montarias e grandes shows em Piquete


A cidade de Piquete se prepara para receber mais uma edição do Piquetão Rodeio Festival, um dos eventos mais tradicionais do Vale do Paraíba. A festa será realizada entre os dias 9 e 12 de julho, reunindo competições de rodeio, atrações musicais e atividades que celebram a cultura tropeira e sertaneja. O evento integra a 45ª Festa do Tropeiro e a 35ª Festa do Peão de Boiadeiro de Piquete, com expectativa de atrair milhares de visitantes da região.

A programação musical contará com artistas de destaque da música sertaneja e promete movimentar o recinto durante os quatro dias de festa. A abertura, no dia 9 de julho, terá shows de Antony & Gabriel e João Nelore & Texano. No dia 10, quem sobe ao palco é a dupla Maria Cecília & Rodolfo. Já no dia 11, a animação ficará por conta de Danilo & Davi, enquanto o encerramento, em 12 de julho, será comandado pela cantora Simone Mendes, uma das principais atrações desta edição.

Além dos shows, o público poderá acompanhar as tradicionais montarias em touros, competições de rodeio e outras atrações típicas do universo sertanejo, reforçando a importância do evento para a preservação das tradições culturais do município.


O Piquetão Rodeio Festival é considerado um dos maiores eventos do calendário turístico de Piquete, impulsionando o comércio local, a rede hoteleira e o setor de serviços, além de valorizar a história dos tropeiros, que faz parte da identidade cultural da cidade e da região.

 

SINDSERV PARTICIPA DE EVENTO FESSPMESP


 

A defesa dos servidores públicos começa com organização, diálogo e unidade. Hoje estivemos reunidos com lideranças sindicais de toda a região do Vale do Paraíba para fortalecer estratégias, compartilhar experiências e reafirmar nosso compromisso com uma atuação sindical cada vez mais forte e representativa.

Ninguém nasce líder sindical. A liderança é construída no dia a dia, com escuta, estudo, humildade e disposição para aprender continuamente. É na coletividade, na troca de experiências e no diálogo com outros dirigentes que ampliamos nossa visão e nos fortalecemos para representar melhor a categoria.

Os desafios são grandes, mas é justamente a união que nos torna mais preparados para defender os direitos dos servidores públicos e valorizar o serviço público. Seguimos aprendendo, caminhando juntos e fortalecendo nossa luta, porque ninguém conquista direitos sozinho.

O SINDSERV DE PINDA que representa 12 cidades da região sendo Pinda , Santo Antônio , São Bento , Campos do Jordão , Cunha , Monteiro Lobato , Roseira , Potim ,lagoinha , São Luiz do Paraitinga , Redenção da serra e natividade . este representada pela presidenta do Núcleo de Pinda  Alessandra Aparecida da Sila e vice presidente geral Paulo Antunes .

#UnidadeSindical #FormaçãoSindical #ServidoresPúblicos #LutaSindical #ValeDoParaíba FESSPMESP Fesspmesp  Sind Serv Pinda


Habitação recebe liderança comunitária para discutir melhorias no Residencial Pasin

A Secretaria de Habitação de Pindamonhangaba recebeu, nesta segunda-feira (29), o líder comunitário Jorge do Pasin para uma reunião voltada ao levantamento de demandas e ao planejamento de melhorias para o Residencial Pasin, no distrito de Moreira César.

Durante o encontro, foram apresentadas reivindicações dos moradores relacionadas à infraestrutura do bairro e à necessidade de atenção especial às residências da Transcontinental, conjunto habitacional localizado na região. As solicitações foram recebidas pela equipe técnica da Secretaria, que dará andamento às análises e aos encaminhamentos necessários junto aos setores competentes.

A iniciativa faz parte do trabalho permanente da Secretaria de Habitação de manter diálogo direto com lideranças comunitárias, ouvindo as necessidades da população e buscando soluções que contribuam para a melhoria da qualidade de vida dos moradores.

O secretário de Habitação, Francisco César “Chicão”, destacou a importância desse contato próximo com a comunidade. “Nosso compromisso é manter as portas da Secretaria sempre abertas para ouvir a população. O diálogo com as lideranças comunitárias é fundamental para conhecermos de perto as necessidades de cada bairro e buscarmos, de forma responsável e planejada, soluções que tragam mais dignidade e qualidade de vida para os moradores”, afirmou.

Profa. Dra. Leticia Maria é nomeada reitora da UNITAU para a gestão 2026-2030


 

A Profa. Dra. Leticia Maria Pinto da Costa foi nomeada, nesta terça-feira (30), reitora da Universidade de Taubaté (UNITAU) para a gestão 2026-2030, tendo como vice-reitor o Prof. Dr. Alexandre Paiva Luciano. A nomeação foi oficializada pela Portaria nº 932, assinada pelo prefeito de Taubaté, Sérgio Victor.

Escolhida com cerca de 80% dos votos da comunidade acadêmica na Consulta Prévia, que contou com a participação de alunos, professores e funcionários, a chapa também foi unanimidade pelos Conselhos Universitários e pela Câmara de Vereadores.

O plano de gestão da nova reitoria está estruturado em sete eixos estratégicos: desenvolvimento institucional; excelência acadêmica; permanência e protagonismo estudantil; impacto social e integração regional e nacional; governança; sustentabilidade econômica e gestão financeira responsável; e transformação digital com foco em inteligência artificial. 

 Com mais de cinco décadas de história, a Universidade de Taubaté é uma das principais instituições municipais de ensino superior do país. A UNITAU reúne mais de 10 mil estudantes matriculados na graduação presencial e a distância, pós-graduação, programas de residência e na Escola de Aplicação Dr. Alfredo José Balbi. A Instituição possui dois campi fora de sede, orçamento anual de aproximadamente R$240 milhões, além de contar com mais de mil servidores.

 

terça-feira, 30 de junho de 2026

​Ex-secretário de Finanças de Pinda pede demissão


​Depois de ocupar o cargo de secretário de Finanças da Prefeitura de Pindamonhangaba na administração passada, Cláudio Marcelo Godoy Fonseca sofreu um grande desgaste na pasta durante a atual gestão de Ricardo Piorino, devido aos episódios do aumento do IPTU e da implantação da taxa do lixo.

​Com o desgaste, ele deixou o primeiro escalão e passou a ocupar a função de secretário adjunto na Secretaria de Assuntos Institucionais e Arrecadação. Perdendo ainda mais espaço recentemente, Cláudio foi rebaixado para o cargo de assessor. Diante desse cenário, o caminho natural foi deixar a administração.

​A saída foi oficializada por meio da Portaria nº 7.0001, de 29/06/2026, publicada hoje no Diário Oficial do município, confirmando a sua exoneração a pedido.

​Mudanças no "Palácio de Vidro"

​Com esse movimento, a administração de Ricardo Piorino segue afastando agentes públicos de confiança do ex-prefeito e montando sua própria equipe de governo.

​Bastidores: Rumores apontam que novos nomes supostamente ligados à gestão anterior poderão deixar o Palácio de Vidro nos próximos dias. O nome mais forte comentado no momento é o de Rodrigo Lóssio, que atualmente ocupa o cargo de secretário adjunto da Secretaria da Mulher.

CONFIRA OS RESULTADOS DO FINAL DE SEMANA DA LIGA DE PINDA








 

Gestão Financeira na Educação: Desafios Contemporâneos e Perspectivas

Alcançar objetivos de forma eficiente exige gerir processos, ou seja, realizar gestão. A gestão de qualquer área de atuação requer planejamento, organização, direção e controle, aplicando-se aos setores empresarial, de recursos humanos, financeiro, de projetos e da administração pública. Em síntese, a gestão consiste em coordenar esforços e otimizar processos para garantir a sustentabilidade e o sucesso de uma organização ou projeto.

Com relação à gestão financeira, ela é compreendida, atualmente, não apenas como um mecanismo de controle burocrático e legal, mas também como um pilar estratégico e analítico de qualquer organização, servindo de suporte ao gestor no processo de tomada de decisões, tanto em períodos de crise quanto de prosperidade. No campo da gestão financeira escolar, é necessário que todas as áreas da administração educacional estejam alinhadas à dimensão pedagógica, assegurando a razão de ser da instituição escolar: a qualidade da educação ofertada. Essa finalidade perpassa o desenvolvimento de toda a coletividade escolar, expressa no Projeto Político-Pedagógico (PPP) e no Plano de Gestão Escolar, abrangendo desde a formação e as condições de trabalho dos docentes até a aprendizagem significativa dos estudantes.

No âmbito da gestão financeira escolar privada, o principal desafio consiste em desenvolver uma visão estratégica capaz de integrar o equilíbrio orçamentário às operações financeiras, envolvendo captação e retenção de matrículas, controle de contas a receber e a pagar, gestão de receitas e custos fixos, bem como redução da inadimplência sem a adoção de práticas excessivamente onerosas para as famílias. Nesse contexto, a sobrevivência da instituição depende de sua sustentabilidade econômica e financeira, que deve ser orientada por relatórios de desempenho e indicadores capazes de subsidiar a definição de estratégias alinhadas à missão e à visão institucional.

Já na gestão financeira escolar pública, o desafio não está na obtenção de lucro, mas em questões como a burocracia para o recebimento dos recursos provenientes dos programas dos governos federal e estadual, a limitação de verbas destinadas às demandas emergenciais da escola, a insuficiente formação administrativa dos gestores para a utilização de sistemas como o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e a complexidade dos processos de aplicação dos recursos e de prestação de contas, que podem resultar em implicações legais para a unidade escolar. Soma-se a isso a fragilidade de muitos colegiados escolares, frequentemente reduzidos ao papel de homologadores de documentos, sem a formação necessária para uma participação efetiva nos conselhos de escola, de alimentação escolar, de educação e em outras instâncias formais de gestão.

Cabe refletir, ainda, sobre a aparente autonomia da gestão financeira pública. Ao mesmo tempo em que os recursos são disponibilizados, sua utilização é frequentemente limitada por normas específicas, restringindo a capacidade de atendimento às necessidades emergenciais da escola. Essa realidade pode ser compreendida como uma transferência parcial de responsabilidades do Estado para a unidade executora, que passa a assumir tarefas administrativas e operacionais que deveriam ser executadas pelo próprio poder público. Nesse sentido, as mudanças introduzidas pelos programas federais, especialmente por meio do PDDE, embora promovam maior participação da comunidade escolar nos processos decisórios, podem ser interpretadas mais como uma reconfiguração da centralização estatal, sob coordenação do Ministério da Educação (MEC), do que como uma descentralização plena da gestão educacional.

Apesar das diferenças entre os sistemas público e privado, existem pontos comuns à gestão financeira escolar. Em ambos os casos, é indispensável manter um fluxo de caixa rigoroso, seja com recursos provenientes de mensalidades e matrículas, seja por meio de programas governamentais. Também é fundamental realizar um controle orçamentário eficiente, voltado para investimentos em infraestrutura, formação continuada de profissionais e implantação de sistemas de gestão educacional. Tais medidas contribuem para fortalecer a dimensão pedagógica, verdadeiro coração da escola, favorecendo o alcance dos objetivos educacionais esperados por gestores, professores, famílias, responsáveis e estudantes.

Aliando procedimentos de planejamento, execução, monitoramento e auditoria, com ampla transparência e divulgação dos resultados à comunidade educativa, será possível consolidar uma educação de qualidade em qualquer região do país.

Por Rodrigo Tarcha Amaral de Souza, diretor de escola, licenciado em Pedagogia, MBA em Liderança e Coaching na Gestão de Pessoas, Mestre e Doutor em Educação. E-mail: rodsouza@educa.pindamonhangaba.sp.gov.br

POPULAÇÃO NEGRA SEGUE COMO PRINCIPAL VÍTIMA DA VIOLÊNCIA NO BRASIL


Ítalo do Couto Mantovani*

A violência contra a população negra permanece como um dos maiores desafios sociais e de segurança pública do Brasil. Apesar da redução gradual de alguns índices criminais nas últimas décadas, os dados demonstram que pessoas negras continuam sendo as principais vítimas da violência letal, da violência policial, do encarceramento e de diversas formas de discriminação racial. O cenário revela que a insegurança no país não afeta todos os grupos da mesma forma, estando diretamente relacionada às desigualdades históricas e estruturais construídas ao longo da formação da sociedade brasileira.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, nos últimos dez anos, 445.442 pessoas negras foram assassinadas no Brasil, número mais de três vezes superior ao de vítimas não negras no mesmo período. Em 2023, de cada 100 pessoas mortas violentamente no país, 78 eram negras. Embora tenha ocorrido redução nos homicídios em relação à década anterior, a diminuição foi desigual: entre pessoas negras a queda foi de 19,7%, enquanto entre não negras alcançou 32,1%. Esses dados evidenciam que a violência continua concentrada em grupos historicamente vulnerabilizados.

A situação torna-se ainda mais preocupante quando observada entre crianças, adolescentes e jovens. Em 2023, 70,3% das crianças assassinadas no Brasil eram negras. Entre adolescentes de 12 a 17 anos, esse percentual chegou a 85,4%. Além disso, um menino negro de até 19 anos possui 21 vezes mais chances de ser vítima de homicídio do que uma menina branca. Esses números demonstram que a juventude negra permanece exposta a riscos significativamente maiores, especialmente em áreas periféricas marcadas pela exclusão social e pela ausência de oportunidades.

A desigualdade racial também se manifesta nos indicadores de violência policial. Em âmbito nacional, 82,7% das pessoas mortas em intervenções policiais eram negras. Ao mesmo tempo, 69,7% dos policiais e militares assassinados também pertenciam a esse grupo populacional. O dado evidencia que a violência impacta a população negra em diferentes posições sociais, seja como vítima da criminalidade, seja como integrante das instituições de segurança pública.

No estado de São Paulo, apesar de apresentar uma das menores taxas de homicídio do país, os indicadores revelam importantes desigualdades raciais. Dados divulgados em 2024 apontam que aproximadamente 64% das pessoas mortas pelas polícias Civil e Militar eram negras. Entre janeiro e agosto daquele ano, foram registradas 441 mortes decorrentes de intervenção policial, das quais 283 tiveram vítimas negras. Esses números reforçam o debate sobre a necessidade de políticas públicas que conciliem eficiência policial, proteção dos direitos fundamentais e redução das desigualdades raciais.

A violência também afeta de forma significativa as mulheres negras. Elas representam 68,6% das vítimas de mortes violentas femininas e 63,6% das vítimas de feminicídio no país. Nos casos de estupro e estupro de vulnerável, correspondem a 52,5% das vítimas registradas. Além disso, cerca de 45% das mulheres negras relatam ter sofrido algum tipo de violência praticada por parceiro íntimo ao longo da vida. A combinação entre racismo e desigualdade de gênero amplia a vulnerabilidade desse grupo e dificulta o acesso a mecanismos de proteção.

Outras formas de violência também apresentam forte recorte racial. Em 2023, foram registrados 13.897 casos de injúria racial e 11.610 casos de racismo no Brasil. No mesmo período, pessoas negras representavam 54,3% dos desaparecidos e 69,1% da população prisional. Entre adolescentes submetidos a medidas socioeducativas em regime fechado, o percentual chegava a 63,8%. Esses indicadores demonstram que a desigualdade racial não se restringe à violência letal, estando presente em diferentes dimensões da segurança pública e da vida social.

Diante desse cenário, torna-se evidente que o enfrentamento da violência contra pessoas negras exige mais do que ações repressivas. É necessário investir em educação, inclusão social, geração de oportunidades, fortalecimento de políticas de igualdade racial e aperfeiçoamento das instituições de segurança pública. Embora o Brasil tenha avançado na produção de dados e no reconhecimento da questão racial como problema público, os números demonstram que ainda há um longo caminho para garantir que a cor da pele deixe de representar um fator determinante de vulnerabilidade. Assim, a violência contra a população negra deve ser compreendida não apenas como um problema de segurança, mas como uma questão de justiça social. A redução efetiva desses indicadores depende da capacidade do Estado e da sociedade de enfrentar as desigualdades históricas que continuam produzindo exclusão, discriminação e maior exposição à violência para milhões de brasileiros.

 

*Diretor de Projetos da Coordenadoria de Governança da Atividade Delegada – Gabinete do Vice-Prefeito da Cidade de São Paulo

Formado em Gestão de Políticas Públicas pela USP

Mestre em Gestão e Desenvolvimento Regional

Graduando em História pela USP

Professor de Cursinho pré-vestibular em São Paulo

Contato: italocmantovani@gmail.com