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quarta-feira, 18 de março de 2026

Pinda Reduz Efetivo da Atividade Delegada: Entre Discursos Inflados e a Realidade Orçamentária

​A política de segurança em Pindamonhangaba viveu dias de tensão e contradições na Câmara Municipal. Após um adiamento estratégico de uma semana (com placar de 6x4), o projeto de lei do prefeito Ricardo Piorino, que reduz o efetivo da Atividade Delegada de 21 para 16 policiais militares, foi finalmente aprovado por 8 votos a 2.

​A manobra, vendida pela administração como uma "adequação", revelou uma ferida aberta: a falta de valorização financeira da tropa e a fragilidade do planejamento municipal.

A Conta que Não Fecha

​A reunião entre o Capitão PM Campos Neto, o Secretário de Segurança Paulo Henrique e o Secretário de Finanças Alan Dias foi o balde de água fria nos vereadores que pleiteavam a manutenção dos 21 homens. A justificativa oficial? Pinda não tem previsão orçamentária. Para conseguir aumentar o valor da diária de 6 horas — que saltará de minguados R$ 198,00 para R$ 270,00 a partir do mês que vem — o governo municipal precisou cortar no número de braços. Mesmo com o reajuste, Pindamonhangaba continua na lanterna da região: cidades como Tremembé, Taubaté, Aparecida, Guaratinguetá e Lorena já pagam diárias superiores a R$ 300,00.

O Jogo de Cena no Plenário

​O que se viu na votação foi um espetáculo de incoerência. Um parlamentar, que anteriormente chegou a bater na mesa classificando a redução como "inadmissível", sucumbiu ao peso da base aliada. Na hora do "vamos ver", usou a tribuna para "justificar o injustificável": votou com a administração, aprovando menos segurança para a população.

​A defesa da prefeitura é que, embora o convênio previsse 21 vagas, o município já operava com 16. O que o governo esquece de enfatizar é que as 5 vagas remanescentes nunca foram preenchidas justamente pelo baixo valor pago, que torna a escala pouco atrativa para o policial.

Oposição e Verbas: Onde está o dinheiro?

​Os votos contrários vieram de Norberto de Moraes e Ana Paula (que classificou a medida como falta de respeito e desvalorização dos agentes). Norberto foi enfático:

​"Pindamonhangaba precisa de muito mais policiais, mas isso não ocorrerá em 2026 por pura falta de orçamento. A Câmara precisa trabalhar agora para que em 2027 a segurança não seja a última prioridade."

​Enquanto o orçamento municipal aperta o cinto, emendas parlamentares tentam tapar o buraco:

​Norberto de Moraes: R$ 200 mil (via Dep. Telhada).

​Marco Mayor: R$ 400 mil (via Dep. Marta Costa).

​Ana Paula: R$ 250 mil (via Dep. Da Cunha).

​Ficou no ar o questionamento ácido aos vereadores do PL e Republicanos, que, até o momento, não anunciaram um centavo sequer em emendas para a pasta.

Tecnologia ou "Puxadinho" Eleitoral?

​O líder do governo, Professor Everton Chinaque, tentou equilibrar o discurso cobrando mais empenho dos colegas em ano eleitoral, exigindo viaturas e salários dignos. Contudo, o clima esquentou quando um vídeo de Piorino foi exibido, prometendo monitoramento por Inteligência Artificial em 40 pontos da cidade — uma espécie de "Muralha Paulista" local.

​A réplica de Norberto foi imediata e certeira: lembrou que o processo licitatório de R$ 168 milhões para essa tecnologia foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Ou seja: enquanto o governo faz propaganda de segurança tecnológica suspensa, corta no efetivo humano por falta de verba.

​No fim das contas, a segurança de Pinda segue em marcha lenta, entre promessas de câmeras que não funcionam e policiais que recebem o pior salário da região.

​Gostaria que eu adaptasse este texto para uma postagem de rede social (mais curta e direta) ou para um roteiro de vídeo de denúncia?

 

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