Quem frequenta o Parque da Cidade de Pindamonhangaba sabe bem o desconforto. Por pelo menos uma década, a parte de trás do parque — justamente onde estão a área infantil, a quadra de areia e o palco de eventos — funcionou sem um único banheiro fixo. Para ir ao sanitário, era preciso caminhar até a entrada do parque. Uma distância que, para uma criança com urgência, um idoso ou uma pessoa com deficiência, pode ser simplesmente intransponível.
Esse cenário,
que chega a reunir mais de 2.000 frequentadores aos finais de se
mana sem
estrutura sanitária adequada, começa a mudar. Uma obra de R$ 200 mil está em
andamento para construir um bloco completo de banheiros no local, com previsão
de entrega para o início de 2027.
Uma década de pedidos
A demanda não
é nova. Há pelo menos dez anos, frequentadores do parque encaminhavam pedidos
ao poder público municipal sem obter resposta efetiva. Como alternativa
paliativa, banheiros químicos foram instalados na área — mas a solução deixa a
desejar.
A higienização
das unidades é realizada apenas às quintas-feiras, cronograma incompatível com
o pico de uso nos fins de semana. O resultado é previsível: condições precárias
justamente nos dias de maior movimento.
A virada veio pelo Legislativo
A mudança só
aconteceu depois que o vereador Gilson Nagrin (PL) foi ao parque ouvir
diretamente os usuários. Ao constatar a demanda reprimida, Nagrin destinou R$
200 mil em emenda parlamentar para viabilizar a construção da estrutura
permanente.
A nova
instalação vai contemplar banheiro feminino, banheiro masculino, banheiro
adaptado para pessoas com deficiência e fraldário — atendendo, pela primeira
vez de forma digna, às necessidades de famílias com bebês, crianças, idosos e
PCDs que frequentam o espaço.
A entrega da
obra está prevista para o início de 2027.

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