A empresa responsável pelo fornecimento diário de mais de 300 marmitex para a Prefeitura de Pindamonhangaba continua sendo alvo de queixas quanto à qualidade das refeições servidas.
Segundo relatos de usuários e servidores, os problemas se
repetiram ao longo da última semana. Entre as irregularidades apontadas estão
alimentos desprovidos de tempero, frango malcozido, feijão duro e episódios de
comida azeda — situação registrada no último domingo e relatada novamente nesta
sexta-feira (7), quando a carne com batatas estaria estragada e o
acompanhamento entregue teria divergido do cardápio previsto.
Sediada em São José dos Campos, a fornecedora já havia sido
notificada diversas vezes na vigência do contrato anterior. Recentemente, a
prefeitura realizou um novo processo licitatório. No entanto, segundo críticas
de quem acompanha o serviço, a manutenção dos critérios do termo de referência
anterior permitiu que a mesma empresa saísse vencedora, resultando na
reincidência dos problemas.
Críticos e usuários do serviço apontam a logística como um
dos gargalos. Argumenta-se que, devido ao volume diário de refeições, seria
ideal que a empresa mantivesse uma estrutura operacional de cozinha no próprio
município de Pindamonhangaba — à semelhança do que ocorre com as
concessionárias de transporte público e de coleta de lixo —, o que facilitaria
a logística de entrega, garantindo a agilidade e a qualidade dos alimentos.
As refeições fornecidas pela prefeitura destinam-se a
públicos vulneráveis e essenciais do município, incluindo frequentadores da
Casa de Passagem, integrantes do Projeto Reeducando — responsáveis por serviços
fundamentais como capina, limpeza urbana e manutenção de sinalização de
trânsito — e servidores públicos.
Diante dos fatos, cobra-se uma intervenção direta do
prefeito Ricardo Piorino, com providências urgentes junto à Secretaria de
Assistência Social, sob a gestão da secretária Andréia Barreto, e aos
servidores encarregados de fiscalizar o cumprimento do contrato e a qualidade
da alimentação oferecida.
Por Walter Magui

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