De acordo com a Legislação Trabalhista (CLT), o pagamento das verbas rescisórias deve ser efetuado em até 10 dias após o encerramento do contrato de trabalho. Contudo, passados mais de 30 dias do desligamento, nenhum valor foi repassado aos ex-funcionários.
Durante as negociações, a empresa teria apresentado uma proposta de parcelamento das verbas trabalhistas em 48 vezes, índice posteriormente reduzido para 30 parcelas após contestação. Ambas as propostas foram rejeitadas categoricamente pelos trabalhadores.
Outro ponto destacado pelos trabalhadores é que a JAL Instalações Elétricas permanece em atividade contínua e prestando serviços para grandes empresas da região, como a Novelis, AmstedMaxion e empresas no município de Guaratinguetá.
A falta de pagamento tem impactado diretamente o sustento das famílias dos ex-trabalhadores, muitos dos quais prestavam serviços na empresa há prazos que variavam de um ano a até seis anos.
Sem os valores da rescisão e impossibilitados de sacar o FGTS por falta de recolhimento, diversos trabalhadores relatam dificuldades financeiras extremas para cobrir despesas básicas do dia a dia, como contas de água, luz, aluguel e alimentação de filhos pequenos. Para honrar os compromissos, alguns têm recorrido a trabalhos informais e "bicos".
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