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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Ex-vereador Herivelto Vela questiona gastos com cargos comissionados em Pindamonhangaba

 


O ex-vereador de Pindamonhangaba, Herivelto Vela utilizou suas redes sociais para alertar a população sobre gastos públicos no município de Pindamonhangaba, com foco na quantidade e no impacto financeiro dos cargos em comissão (posições de confiança e livre nomeação) na prefeitura.

Em sua manifestação, Vela destacou a existência de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) que prevê a exoneração de 392 cargos comissionados na estrutura municipal. Segundo ele, uma liminar que determinava o desligamento imediato desses servidores foi temporariamente suspensa sob o argumento jurídico de que a saída abrupta poderia comprometer a continuidade dos serviços essenciais e gerar "caos" administrativo na cidade. O Tribunal de Justiça teria concedido um prazo para manifestações oficiais do Executivo e do Legislativo local.

Disparidade Orçamentária

O ponto central do questionamento baseia-se nos dados apresentados sobre a folha de pagamento do município. De acordo com os relatórios exibidos pelo político:

·  Existem atualmente 669 cargos em comissão e funções de confiança ativos.

·  O custo mensal estimado dessas nomeações gira em torno de R$ 5,9 milhões, o que representa cerca de 51,4% do gasto total mensal com pessoal em determinadas categorias analógicas.

·  Em contrapartida, os mais de 3.650 servidores concursados e efetivos (que incluem professores, médicos, enfermeiros e guardas civis e servidores em modo geral ) somam um gasto mensal menor do que o despendido com o grupo de comissionados.

Vela enfatizou que apenas no Gabinete do Prefeito a concentração supera 110 cargos dessa natureza. Para ele a atual proporção penaliza os servidores de carreira que fazem o atendimento direto à população na ponta dos serviços públicos.

Contexto Político e Transparência

Fazendo uma autocrítica e relacionando o tema ao cenário eleitoral, o ex-parlamentar afirmou entender que suas promessas passadas de enxugamento dessa máquina pública geraram forte mobilização interna contra seus projetos políticos. No entanto, ele reiterou que manterá a postura de fiscalização.

"Se for no setor privado, tudo bem, mas dinheiro público não dá. É preciso ter responsabilidade. Havendo a necessidade de pessoal, que se abram concursos públicos e que a administração seja
estritamente legalista", defendeu Vela.

Confira o seu vídeo postado em suas redes sociais .


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