Iniciativa reforça o compromisso com
sustentabilidade, geração de empregos e promoção da ecologia integral no
complexo do Santuário Nacional, em Aparecida (SP).
Escrito por Ludimila Barbosa
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FEV 2026 - 09H00 (Atualizada em 26 FEV 2026 - 15H30)
Thiago Leon/Santuário Nacional
Inaugurou no último dia 26,no Santuário Nacional de Aparecida ocorreu a inauguração a Usina
de Reciclagem São Geraldo, iniciativa de responsabilidade
socioambiental voltada à gestão adequada dos resíduos sólidos gerados no
complexo de acolhida da Basílica. Instalada na Fazenda São José,
a 3 km do Santuário, a estrutura se destaca como o primeiro modelo do Vale do Paraíba e a maior unidade de
compostagem da região, promovendo a triagem de recicláveis e o
reaproveitamento de resíduos orgânicos com foco na preservação ambiental e na
sustentabilidade.
Alinhada ao magistério da Igreja Católica,
especialmente às encíclicas Laudato Si’, Caritas in
Veritate e à carta apostólica Octogesima Adveniens, a
Usina São Geraldo representa uma resposta concreta ao chamado da Igreja para
uma ecologia integral, que une fé, responsabilidade social e cuidado com a
criação. A nova estrutura integra as grandes narrativas ambientais da instituição,
ao lado da Usina Fotovoltaica São Francisco e das ações de reflorestamento,
consolidando o compromisso permanente com a Casa Comum.
Estrutura e funcionamento
Instalada em um galpão de 944,60 m², com pisos
industriais de alta performace, a Usina conta com sistema de triagem mecânica e
manual, capaz de processar aproximadamente 6,6 toneladas
de resíduos por dia e cerca de 200 toneladas por mês. O trabalho
consiste na segregação de materiais recicláveis, como papel, plástico e metais,
e no encaminhamento adequado dos resíduos orgânicos para compostagem aeróbica.
O sistema transforma os resíduos orgânicos em adubo
no período de 40 a 120 dias, por meio de um processo controlado e
ambientalmente seguro. A estrutura possui ainda tratamento
adequado de chorume, drenagem segregada, autonomia hídrica por
meio de poço artesiano e opera com energia 100%
proveniente da Usina Fotovoltaica São Francisco, reforçando a
integração entre as iniciativas sustentáveis do Santuário.
Impacto ambiental e social
A operação da Usina possibilita a redução de 50% a 60% do volume de resíduos enviados ao
aterro sanitário licenciado, ampliando sua vida útil e
diminuindo impactos ambientais. Além disso, a compostagem aeróbica mitiga
emissões de gases de efeito estufa, especialmente o metano, que seria liberado
na decomposição anaeróbica em aterros.
O projeto também gera impacto social positivo,
com a criação de sete postos de trabalho diretos,
além de dezenas de empregos indiretos desde a construção até a destinação dos
materiais recicláveis. Paralelamente, a Usina se torna espaço de educação
ambiental prática e continuada, ampliando a consciência ecológica entre
colaboradores, peregrinos e a comunidade local.
Fé que se traduz em ação
Ao acolher milhões de peregrinos ao longo do ano, a
instituição também assume e convida os fiéis a assumirem a responsabilidade
pelo cuidado com o ambiente. Todo o lixo descartado nas dependências da
Basílica é coletado e encaminhado para usina de triagem e compostagem. Assim,
cada peregrino é chamado a transformar um gesto simples, o descarte correto dos
resíduos, em uma ação concreta de cuidado com a Casa Comum.
A escolha do nome ‘Usina São Geraldo’ também
passa pela fé. Homenageando o Santo Irmão Redentorista, São Geraldo Magela, o
local recebe este título em vista da celebração dos 300 anos de seu nascimento
em 2026. Reconhecido por sua sensibilidade, caridade e profundo cuidado com a
vida, São Geraldo torna-se inspiração para uma obra que traduz zelo pelo
próximo e responsabilidade com as futuras gerações.
Mais
do que uma estrutura técnica, a Usina de Reciclagem São Geraldo é
um testemunho concreto de que fé e sustentabilidade caminham juntas,
reafirmando o compromisso do Santuário Nacional com a Casa Comum e com uma
ecologia integral que transforma práticas e consciências.

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