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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

“Erraram e agora querem remendar”

A vereadora Ana Paula Goffi voltou a criticar a condução da cobrança da taxa do lixo e do IPTU em Pindamonhangaba, após o próprio Executivo reconhecer erros e distorções nos lançamentos.

Segundo a parlamentar, a mobilização da população nas últimas semanas é uma resposta direta à insegurança gerada pelas falhas.

“A população se sentiu impotente, assustada com valores exorbitantes, insegura e pega de surpresa. A previsibilidade na criação de tributos está garantida na Constituição Federal. Muitas pessoas não sabem se o valor está correto, se devem pagar ou esperar. Foi gerada uma enorme confusão e indignação. Essa mobilização é fruto disso”, afirmou.

Para Ana Paula, os sucessivos ajustes e as retiradas do sistema do ar demonstram que o processo nasceu com falhas desde a origem.

 

“Faltou estudo técnico sério e planejamento”, ressaltou.

“Não sou eu quem estou dizendo. A própria Prefeitura admitiu problemas primeiro na taxa do lixo e agora no IPTU. Erraram e agora querem remendar”, disse.

A vereadora também destacou que apresentou uma emenda propondo a isenção total de terrenos sem edificação da taxa do lixo, por entender que esses imóveis não geram resíduos.

No entanto, a proposta não foi aprovada na Comissão de Justiça, formada por três vereadores, tendo esta vereadora sido voto vencido.

“Infelizmente, a emenda não avançou na comissão. Mas isso não encerra a luta. Pelo contrário, ela continua”, ressaltou.

Ana Paula reforçou que seguirá atuando em várias frentes para defender a população. Segundo ela, os questionamentos e ações judiciais continuam.

“Muitas pessoas simplesmente não têm condições de pagar esses valores. Foram pegas de surpresa, com cobranças que não cabem no orçamento familiar. Além disso, milhares de contribuintes receberam boletos sem entender como os valores foram calculados, se estavam corretos e se deveriam pagar ou não. O resultado foi confusão, insegurança e revolta. Uma situação que revela falta de planejamento, transparência e estudo técnico. Esses tributos nasceram de forma equivocada, e quem paga por isso é a população, que arca com os impostos, com o retrabalho e com os prejuízos. Por isso, com razão, muitos pedem a revogação”, afirmou.

Segundo ela, não é possível resolver problemas estruturais com ajustes pontuais.

“Não dá para transformar a lei em colcha de retalhos. Tributo não é brincadeira. Quando nasce errado, precisa ser revisto com seriedade, diálogo e transparência”, declarou.

A parlamentar concluiu reafirmando seu compromisso com os contribuintes.

“Muitos lutam hoje pela revogação desses tributos, e é ao lado da população que eu sigo nessa luta. Faço isso de cabeça erguida, olho no olho, com a consciência tranquila, porque sei que estou entregando o meu melhor e fazendo a minha parte”, finalizou.

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