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terça-feira, 14 de outubro de 2025

Congresso aprova nova regra do Imposto de Renda: quem ganha até R$ 5 mil fica isento


O Congresso Nacional aprovou nesta semana uma importante mudança nas regras do Imposto de Renda, ampliando a faixa de isenção para trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil. O projeto, aprovado por unanimidade na Câmara dos Deputados, segue agora para análise do Senado Federal e, se aprovado, poderá entrar em vigor já em 2026.

Com a nova medida, quem ganha até R$ 5 mil por mês ficará isento do pagamento do Imposto de Renda, o que representa um aumento significativo em relação à faixa atual, que beneficia apenas quem recebe até R$ 3.036. Já para rendas entre R$ 5 mil e R$ 7.350, haverá um desconto progressivo, de forma que o imposto será cobrado de maneira gradativa. Acima dessa faixa, continuam valendo as regras atuais, com alíquotas que chegam a 27,5%.

A mudança deve beneficiar entre 15 e 26 milhões de brasileiros, segundo estimativas do governo e de entidades econômicas. A expectativa é que o novo modelo traga alívio para o orçamento das famílias, especialmente da classe média e dos trabalhadores com menor poder aquisitivo, que nos últimos anos enfrentaram o aumento do custo de vida e a defasagem da tabela do Imposto de Renda.

Por outro lado, o governo estima que a ampliação da isenção gerará uma perda de arrecadação de aproximadamente R$ 25,8 bilhões. Para compensar esse impacto, o projeto prevê a criação de um imposto mínimo para pessoas com rendimentos muito altos, aplicando alíquotas que variam de 0% a 10% para quem ganha mais de R$ 50 mil por mês. Dessa forma, cerca de 140 mil contribuintes de alta renda devem arcar com a diferença causada pela renúncia fiscal.

A proposta foi bem recebida pela maioria dos parlamentares, que destacaram o caráter de justiça social e a necessidade de atualizar a tabela do IR, defasada há mais de uma década. Segundo o relator do projeto, a ampliação da isenção corrige uma distorção histórica, já que milhões de brasileiros que antes não pagavam imposto passaram a ser tributados apenas por conta da inflação.

Apesar do apoio amplo, alguns especialistas alertam que a medida pode reduzir a arrecadação de estados e municípios, que recebem parte dos recursos do Imposto de Renda. Outros defendem que a mudança deveria vir acompanhada de uma reforma tributária mais ampla, que simplifique o sistema e distribua melhor a carga entre as diferentes faixas de renda.

O texto segue agora para votação no Senado Federal, onde deve tramitar em regime de urgência. Caso seja aprovado sem alterações, o projeto será encaminhado para sanção presidencial. A expectativa do governo é de que as novas regras passem a valer a partir de janeiro de 2026, marcando uma das maiores mudanças recentes na tributação da renda no país.

 

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