“Essas mulheres não querem pena. Querem oportunidade,
autonomia e dignidade.”
A vereadora Ana Paula Goffi aprovou nesta semana, na Câmara
Municipal de Pindamonhangaba, um dos projetos mais humanos e transformadores de
seu mandato: o Programa Municipal de Feiras Inclusivas de Artesanato e Economia
Solidária “MÃES QUE CRIAM”.
A iniciativa nasce com um olhar sensível para uma realidade
muitas vezes invisível: a das mães atípicas que dedicam suas vidas ao cuidado
integral de filhos com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou
doenças que exigem acompanhamento contínuo.
Na prática, o projeto cria oportunidades reais para que
essas mulheres possam gerar renda, empreender, participar de feiras inclusivas,
receber capacitação e fortalecer sua autonomia financeira através do artesanato
e da economia solidária.
Segundo Ana Paula Goffi, a proposta vai muito além de uma
política pública de inclusão. Trata-se de devolver dignidade, autoestima e
independência para mulheres que frequentemente acabam abrindo mão da própria
profissão, da carreira e dos sonhos pessoais para cuidar dos filhos.
“Muitas mães atípicas vivem uma sobrecarga silenciosa. Elas
deixam o mercado de trabalho, interrompem sonhos, abrem mão da própria
independência financeira porque precisam cuidar dos filhos praticamente
sozinhas. E o que essas mulheres querem não é pena. Elas querem oportunidade.
Querem ter condições de produzir, empreender, trabalhar e conquistar sua
autonomia com dignidade”, destacou a vereadora.
O projeto prevê a realização periódica de feiras inclusivas,
oficinas de capacitação, formação empreendedora, apoio à criação de
cooperativas e incentivo a parcerias com entidades públicas e privadas.
Para Ana Paula, inclusão também significa permitir que essas
mães possam voltar a sonhar e enxergar possibilidades além da sobrevivência
diária.
“Inclusão de verdade também passa pela autonomia financeira.
Passa pela oportunidade dessa mulher voltar a acreditar nela mesma, se sentir
valorizada e perceber que ela também pode crescer profissionalmente, gerar
renda e conquistar independência. Quando fortalecemos uma mãe, fortalecemos
toda a família.”
A justificativa do projeto destaca que muitas dessas
mulheres possuem habilidades artesanais, criativas e empreendedoras, mas
encontram enormes dificuldades para transformar essas competências em renda e
oportunidade.
Com a aprovação do “MÃES QUE CRIAM”, Pindamonhangaba dá um
importante passo na construção de políticas públicas mais humanas, inclusivas e
conectadas com a realidade das famílias atípicas do município.
O projeto foi amplamente elogiado durante a sessão e
recebido com emoção por mães, famílias e apoiadores da causa da inclusão.

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