Além de mais
conforto, a tecnologia oferece mais segurança, reduzindo os riscos de episódios de hipoglicemia e
hiperglicemia
Na
primeira sessão plenária de 2026 da Câmara de Vereadores de Pindamonhangaba, o
vereador Gilson Nagrin (PL) apresentou uma indicação de projeto de lei
que pode representar um avanço significativo no cuidado com crianças e
adolescentes diagnosticados com diabetes mellitus tipo 1 no município.
A
proposta prevê a distribuição gratuita de sensores de monitoramento contínuo da
glicose por
meio do Sistema Único de Saúde (SUS) municipal para crianças e adolescentes
entre 2 e 16 anos, desde que sejam residentes em Pindamonhangaba e que
seus pais ou responsáveis estejam inscritos no Cadastro Único para Programas
Sociais (CadÚnico).
De
acordo com o texto apresentado, o objetivo é garantir um acompanhamento mais
eficaz da doença, que exige controle rigoroso e contínuo dos níveis de glicose
no sangue. O diabetes tipo 1 é uma
condição autoimune que costuma surgir na infância e impede o organismo de
produzir insulina, hormônio essencial para o controle da glicemia. Por isso, os
pacientes dependem de aplicações diárias
de insulina ao longo da vida.
Os
sensores de monitoramento contínuo representam uma importante inovação no
tratamento, pois permitem a medição constante da glicose sem a necessidade de múltiplas
picadas no dedo ao longo do dia. Além de mais conforto, a tecnologia
oferece mais segurança, reduzindo os riscos de episódios
de hipoglicemia e hiperglicemia, e possibilitando ajustes mais precisos no tratamento.
Outro
ponto destacado na justificativa do projeto é o impacto positivo para o próprio
sistema de saúde.
Com o melhor controle glicêmico, há
uma tendência de redução de internações e complicações futuras, o que contribui para a
diminuição dos custos assistenciais a médio e longo prazo.
Atualmente,
segundo dados oficiais encaminhados à Câmara, 30 crianças e adolescentes
entre 2 e 16 anos são atendidos pelo sistema municipal com diagnóstico de diabetes tipo 1. O
investimento estimado para a distribuição anual dos sensores é de aproximadamente R$
201.600,00,
valor que, segundo o vereador, é compatível
com o orçamento do município e justificado pelos benefícios diretos à qualidade
de vida dos pacientes e de suas famílias.
A
indicação de projeto de lei foi encaminhada ao Executivo para análise.
Caso a proposta avance, Pindamonhangaba poderá dar um passo importante na ampliação
do acesso à tecnologia e no fortalecimento das políticas públicas de saúde
voltadas à infância e adolescência.

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