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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Ano novo, velhas dificuldades — e mais impostos no bolso da população


 

O ano começou e, com ele, chegaram novas cobranças que pegaram a população de Pindamonhangaba de surpresa. O aumento do IPTU e a implantação da taxa do lixo trouxeram não apenas impacto financeiro, mas também insegurança, medo e indignação.

 Embora essas medidas já estivessem previstas, a realidade agora bateu à porta — e ao bolso. Os valores finalmente chegaram, e o susto foi geral. Famílias que já enfrentam dificuldades consultaram seus “boletos” sem entender como os números foram calculados, sem saber qual o impacto real no orçamento doméstico e, principalmente, sem saber por onde começar para questionar ou buscar esclarecimentos.

 A população está assustada, perdida e desorientada. A cada acesso ao valor do IPTU ou à Taxa do Lixo, o sentimento se repete: surpresa e impotência. Muitos não estavam preparados para esse aumento porque iniciaram o ano sem qualquer clareza sobre valores, critérios ou consequências práticas dessas cobranças.

 Falta explicação. Falta comunicação. Falta clareza.

 E essa falta pesa ainda mais sobre uma parcela significativa da população que não é totalmente digital, que não consegue acessar facilmente canais online, sistemas eletrônicos ou informações técnicas. Essas pessoas agora terão que se deslocar até a Prefeitura, enfrentar filas, buscar atendimento presencial — muitas vezes sem sequer saber qual setor procurar ou quais documentos levar.

 É triste ver cidadãos se sentindo pequenos diante de decisões que impactam diretamente sua vida. Pessoas que sempre pagaram seus impostos, mas que agora se veem sem respostas, sem orientação e sem acolhimento.

 Após mais de 30 anos sem atualização, a revisão da Planta Genérica de Valores (PGV) foi feita de forma abrupta, sem o devido cuidado com a realidade social da cidade. Soma-se a isso a criação de uma taxa de lixo que não é baixa e que chegou sem a transparência necessária sobre cálculos, critérios e destinação dos recursos.

 O resultado é esse: uma população que não se sentiu ouvida, não se sentiu representada e agora começa a se mobilizar. Não por oportunismo político, mas por necessidade. As pessoas querem entender como esses valores foram definidos, por que chegaram a esse patamar e quais caminhos existem para revisão, contestação ou correção.

 

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