O ano começou e, com ele, chegaram novas cobranças que
pegaram a população de Pindamonhangaba de surpresa. O aumento do IPTU e a
implantação da taxa do lixo trouxeram não apenas impacto financeiro, mas também
insegurança, medo e indignação.
Embora essas medidas já estivessem previstas, a realidade
agora bateu à porta — e ao bolso. Os valores finalmente chegaram, e o susto foi
geral. Famílias que já enfrentam dificuldades consultaram seus “boletos” sem
entender como os números foram calculados, sem saber qual o impacto real no
orçamento doméstico e, principalmente, sem saber por onde começar para
questionar ou buscar esclarecimentos.
A população está assustada, perdida e desorientada. A cada
acesso ao valor do IPTU ou à Taxa do Lixo, o sentimento se repete: surpresa e
impotência. Muitos não estavam preparados para esse aumento porque iniciaram o
ano sem qualquer clareza sobre valores, critérios ou consequências práticas
dessas cobranças.
Falta explicação. Falta comunicação. Falta clareza.
E essa falta pesa ainda mais sobre uma parcela significativa
da população que não é totalmente digital, que não consegue acessar facilmente
canais online, sistemas eletrônicos ou informações técnicas. Essas pessoas
agora terão que se deslocar até a Prefeitura, enfrentar filas, buscar
atendimento presencial — muitas vezes sem sequer saber qual setor procurar ou
quais documentos levar.
É triste ver cidadãos se sentindo pequenos diante de
decisões que impactam diretamente sua vida. Pessoas que sempre pagaram seus
impostos, mas que agora se veem sem respostas, sem orientação e sem
acolhimento.
Após mais de 30 anos sem atualização, a revisão da Planta
Genérica de Valores (PGV) foi feita de forma abrupta, sem o devido cuidado com
a realidade social da cidade. Soma-se a isso a criação de uma taxa de lixo que
não é baixa e que chegou sem a transparência necessária sobre cálculos,
critérios e destinação dos recursos.
O resultado é esse: uma população que não se sentiu ouvida,
não se sentiu representada e agora começa a se mobilizar. Não por oportunismo
político, mas por necessidade. As pessoas querem entender como esses valores
foram definidos, por que chegaram a esse patamar e quais caminhos existem para revisão,
contestação ou correção.
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